Trabalhadores dos Contact Centers de Castelo Branco
Greve dia 31 de Maio de 2024
É tempo de parar com a exploração e o empobrecimento de quem trabalha

Os trabalhadores dos Contact Centers de Castelo Branco há muito que têm manifestado o seu descontentamento com as precárias condições laborais com que se veem confrontados diariamente. Passam 5, 10, 15 e 18 anos sempre com o salário mínimo nacional, sem progressão na carreira e com condições de trabalho que têm vindo a deteriorar-se.

A PT Contact abriu o primeiro Call Center em Castelo Branco há mais de 18 anos, precisamente em fevereiro de 2006, entretanto já abriu mais dois grandes Contact Centers, na Carapalha e na Zona Industrial, serviço SFR exclusivamente em francês sem qualquer subsídio de línguas ou contrapartida adicional. Estes centros de atendimento estão entregues a uma empresa do Grupo, principalmente a Intelcia, que pratica condições laborais muito precárias. Castelo Branco conta ainda com mais dois grandes centros de atendimento. O serviço exclusivo da linha de apoio ao cidadão da Segurança Social entregue à empresa prestadora Reditus, com mão de obra altamente qualificada e com as condições mais precárias da cidade, para não falar na profunda discriminação em relação aos colegas com contrato público. Outro grande centro de atendimento, com mais de 15 anos na nossa cidade, é o centro de atendimento da SIBS, com serviços para a Vodafone, banca e seguros, que fica na Quinta Pires Marques, junto à feira semanal.

Estes centros de atendimento contam com mais de 1.000 trabalhadores sem qualquer contratação coletiva, agregados às condições mínimas do Código do Trabalho. Praticamente todos com o salário mínimo nacional e com subsídio de refeição completamente desajustado da realidade, mesmo tendo em conta o elevado custo de vida e elevada inflação verificada nos últimos anos. É inadmissível que um dos maiores setores em Portugal, como os Contact Centers, com mais de 106.000 trabalhadores não tenha um instrumento de regulamentação coletiva e não haja Contratação Coletiva. As empresas nem querem falar em Acordos de Empresa.

 Fonte: SINTTAV